No dia 17 de outubro, sábado, a Associação Muralha leva os participantes numa visita ao que resta, em termos de memória, da antiga Judiaria de Guimarães. O ponto de encontro é a Praça de Santiago, às 11:00, e o percurso fica a cargo da arquiteta Inês Francisca Oliveira.
A comunidade judaica terá vivido na zona da atual Rua Dr. António Mota Prego, e há referências documentais a essa comunidade e a uma sinagoga desde o século XIV. Hoje, não existem vestígios físicos que permitam identificar o edifício. Segundo a memória registada pelo Abade Oliveira Guimarães, a antiga cadeia da cidade ocupava o local onde teria existido a sinagoga. A cadeia foi depois ampliada e, mais tarde, também ela desapareceu.
A guia vai usar esta sucessão de transformações para falar do destino dos judeus portugueses, da conversão forçada de 1496 e da perseguição aos cristãos-novos, muitos deles presos pela Inquisição. A organização esclarece que não existe uma ligação direta entre a sinagoga e a ação inquisitorial. Será feita ainda uma comparação com Tomar, onde a sinagoga também serviu de cadeia, mas onde o edifício chegou até hoje e está preservado.
Inscrições para o email guimaraesmuralha@gmail.com.
