Alguns factos e curiosidades que tens que conhecer sobre a peculiar cidade de Guimarães

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Algumas destas curiosidades são bem conhecidas dos vimaranenses, outras soam a mitos, mas o que é certo é que muitas das histórias que se ouvem têm verdades escondidas.

Guimarães é uma cidade cheia de lendas e mistérios. Mas decidimos pegar em alguns dos mais curiosos factos para mostrar que a história vive a par com a realidade vimaranense. Vejamos algumas das curiosidades:

AS LINHAS DO TOURAL DESENHAM UM MAPA DO CENTRO HISTÓRICO
Em tempos com uma icónica calçada portuguesa, as pedras removidas serviram depois para desenhar um pequeno mapa do centro histórico de Guimarães na altura da reabilitação do Toural e da Alameda S. Dâmaso. Através da ajuda de imagens de drone, é possível reconhecer alguns recantos como o Largo Condessa do Juncal, Rua da Rainha, Largo da Oliveira, entre outros.

O MAIOR ÓRGÃO DE IGREJA DO NORTE DO PAÍS ENCONTRA-SE EM GUIMARÃES
Composto por mais de 2200 tubos, este histórico órgão da Igreja da Nossa Senhora da Oliveira é um dos ex-líbris para os amantes da música sacra. Os pormenores revelados por este equipamento musical, ainda por cima inserido numa histórica igreja do centro histórico de Guimarães, dão um toque especial a quem visita este espaço.

REDE DE CANAIS DE ÁGUA DEBAIXO DE COUROS
A parte baixa da cidade tem várias ramas do rio de Couros. Por debaixo das pedras, e com passagens pelos muitos tanques de curtumes agora desativados, as águas circulam livres sem o olhar visivel do público. Estima-se que debaixo das pedras de onde está situado o Campus de Couros se encontrem 7 canais de água.

A ÚNICA TORRE DEFENSIVA DA GRANDE MURALHA DE GUIMARÃES (AINDA DE PÉ)
Esta é a única torre defensiva possível de ver (e futuramente visitável) em Guimarães. Tem inscrito “Aqui Nasceu Portugal” mas chegou a estar coberta por publicidade entre os anos 20 e 40. A sua imponente altura servia para ver o inimigo ao longe que viria a sul.

BATALHA DE S. MAMEDE NÃO FOI NO CAMPO QUE LHE DÁ NOME
Ao que tudo indica, a principal batalha que deu origem a Portugal não terá acontecido no famoso Campo de S. Mamede junto ao Castelo de Guimarães. Na altura, o infante Afonso Henriques tinha ideias diferentes de sua mãe, D. Teresa de Leão, que estaria prestes a enfrentar uma pequena revolução do seu povo e filho pelas estreitas ligações que esta tinha com os galegos. A batalha terá acontecido próximo de São Torcato, no conhecido Campo da Ataca.

SISTEMA DE ALARMES DE INCÊNDIO
Se algum dia te deparaste com estas caixas verdes em vários pontos da cidade ficas a saber que estas serviam para alertar os bombeiros de focos de incêndio. Cada zona encontra-se numerada e corresponde ao número de toques que os sinos das igrejas ou capelas faziam soar, alertando os bombeiros para a zona correspondente. É possível encontrar estas caixas nos Largos da Oliveira e Toural.

O CASTELO NÃO FOI CONSTRUÍDO POR D. AFONSO HENRIQUES
Ao contrário do que muitos pensam, Guimarães não foi fundada por D. Afonso Henriques mas sim pela Condessa Mumadona Dias. Antes de ali se instalar, o primeiro rei de Portugal já ali tinha um castelo, muralhas e uma pequena vila com a famosa Igreja da Oliveira e um mosteiro adjacente, hoje conhecido como Museu de Alberto Sampaio.

GUIMARÃES ESTAVA DIVIDIDA POR VILLA DE CIMA E VILLA DE BAIXO
Na imagem vemos grande parte da muralha que protegia toda a cidade de Guimarães. No entanto esta continha uma pequena vedação interina que separava a parte de cima da parte de baixo. Estima-se que a separação do miolo medieval, mais ou menos localizada no topo desta muralha, tenha durado vários anos.

AS GÁRGULAS FÁLICAS NA OLIVEIRA
Por maldade ou por distração; conta-se que quem construiu até o fez propositadamente. A posição destas criaturas de pedra nos vértices da torre da Igreja da Nossa Senhora da Oliveira, no Largo da Oliveira, deixa muitas questões tanto aos vimaranenses como aos visitantes. É certo que ninguém sabe em concreto o que o teor destas estruturas, mas agora estas gárgulas não passam despercebidas por ninguém.

UM DOS LIVROS PORTUGUESES MAIS RAROS ENCONTRA-SE EM GUIMARÃES
É uma das primeiras edições d’Os Lusíadas e encontra-se guardada na Sociedade Martins Sarmento. Este livro, de dez cantos escritos pelo poeta e navegador Luís Vaz de Camões, é raro estima-se que tenha quase 500 anos. Será este um tesouro nacional que se encontra disponível ao público pelo menos uma vez por ano.

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