Com a Bienal de Arte Têxtil Contemporânea de Guimarães a meio caminho, há exposições a ter em conta para visitar nestes dias na cidade berço. A Contextile termina no final de novembro.
Visitar a Contextile neste ano será quase uma obrigação. As exposições saíram do interior dos espaços expositivos e invadiram as ruas da cidade. A melhor recomendação que podemos dar é mesmo chegar ao iPoint da Contextile, localizado na ala superior da Plataforma das Artes, adquirir o passe, pegar no mapa e partir à descoberta da arte têxtil.

O ABRIGO DE TECIDO ANTI-GUERRA
“Camouflage” de Ai Weiwei é a obra mais visível do reputado artista mundial nesta Contextile em Guimarães. Este enorme esconderijo de pano perfurado, em tons de verde-tropa, traduz-se em mais uma daquelas obras icónicas que torna a arte numa intervenção quase política.

DE UM LADO A EDUCAÇÃO, DO OUTRO, A LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA
Ai Weiwei tem ainda outras instalações em Guimarães, uma delas bastante reveladora do estado atual da sociedade. O CIAJG acolhe “Fabrication” com um claro destaque para o confronto entre mochilas perfeitamente alinhadas e os coletes salva-vidas sujos e gastos.

UMA ENORME TAPEÇARIA QUE RETRATA O QUOTIDIANO DE GUIMARÃES
Comecemos pelo Mercado Municipal com a obra de grandes dimensões da artista de Taiwan Yen-Yu Tseng. Erguida em pleno mercado, estes “jacquard” cruzam as memórias de quem ali passa o dia e a identidade ambiental. Neste espaço é possível ver ainda a obra do mexicano Alan Hernández com técnicas de costura tradicionais de Oaxaca até ao Bordado de Guimarães.

UMA ESCULTURA QUE TRICOTA MALHA AO SABOR DO VENTO
Uma máquina têxtil rudimentar ergueu-se junto ao recinto da feira semanal (entretanto em obras). Esta escultura é uma obra de arte ao mesmo tempo que se transforma num artefacto de pura engenharia. Graças ao vento fraco que se fez sentir neste verão, o artista canadiano Mathieu Fecteau acrescentou uma manivela para que os transeuntes pudessem também contribuir.

A COLORIDA CASA TÊXTIL NO CURTIR CIÊNCIA
“A casa permite sonhar em paz”, assim se aborda o conceito de “Growing House” dos alunos da Academia de Arte de Hangzhou, na China. Esta casa labirintica traz para o imaginário dos visitantes novos conceitos de arte, de casa, e de contemplação.

A NOVA VAGA DE ARTISTAS PORTUGUESES
O projeto “Emergências” regressou à bienal Contextile com curadoria de Mónica Faria para colocar dezenas de artistas das várias escolas de arte de Portugal em processos de transformação do têxtil em arte. Os resultados estão à vista no Instituto de Design de Guimarães.

UMA EXPOSIÇÃO QUE REÚNE ALGUMAS DAS MELHORES OBRAS DOS ÚLTIMOS DOIS ANOS
A Exposição Internacional da Contextile mostra, de dois em dois anos, processos diferentes de práticas de arte têxtil e este ano, com recorde de candidaturas de artistas de todo o mundo, merece mesmo uma visita aos dois pisos do Palácio de Vila Flor. Foi também muito elogiada por Ai Weiwei.
Há muitas mais exposições para ver na Contextile, tanto em espaço público como em espaços de exposição como museus e galerias. Todo o programa pode ser consultado neste link.